E pensar que este dia nunca chegaria. O dia de bater no fundo.
No fundo não digo, mas na parede é certo.
Não escorrem lágrimas porque já não existem, estão secas.
De tantas vezes a jorrar pelo mesmo assunto no silêncio do incógnito... nem elas sabiam o sofrimento que carregavam.
Agora não escorre nada, nem uma gota. Está tudo no interior gaseificado. Enche... Enche..
Inchou.
Frevor na barriga, cócegas por dentro. Cócegas não, porque cócegas é bom. É algo mau, inquietante. Não controlo. Dormir.....
Hà qualquer coisa que me faz desacreditar de mim. Não gosto.
é tão estranho, foi algo que nunca me ocorreu. E agora?
Não presto? Sou falsa no que sinto e na forma de agir? Não acredito. Secalhar minto a mim própria. Aí sim, aí a responsabilidade seria toda minha. Perdi a confiança.
Sou um lago de águas paradas e mornas onde vida não surge e tudo o que existe morre. Morreu.
Existem uns resquícios que se vão unindo e talvez um dia criem forma, hoje estão despedaçados, talvez até desintegrados, os pedaços de confiança que emergiam de mim. Socorro.
Quero ajuda..
Agradeço este pensamento que pelo menos arranja forma de se expressar.. é verdade, escrever alívia. Alívia mas não resolve. Quero tentar.
Há motivos para emergir e seguir caminho. Gostava de ter essa força.
A confiança foi, mas umas résteas de coragem e força seguram a base do que já existe, antiga.
Sempre soube que existiam várias formas de partir um coração, pensava que a paixão era a mais forte.
Enganei-me.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
Moving on
Andando..
Comparações do que era com o que é.. Estou cansada.
Não serve de nada ansiarmos por um passado que de verdade pouco tem, não só uma falsidade interna se verifica como se encontra caras de cera por todo lado.. Cansaço.
Pensarmos que o presente é originário da soma de vários momentos que julgamos verdadeiros, sinceros, reais. Sou fácil de enganar é certo.
O pior é que não me enganaram ou iludiram. São o que sempre foram e o que sempre serão, talvez mais confiantes de si e por isso tornam-se mais expostos num mundo que os aceita dessa forma. Num mundo onde até a minha realidade interna os recebeu. Mas encarei-os mal, não percebi as suas essencias, não os entendi. Estou cansada.
Andei a moldar as suas atitudes à volta daquilo em que acredito sem reparar que mascarava as suas intenções, os seus hábitos, os seus príncipios, os seus valores e os seus objectivos.
Levei um choque e parei a contemplar o que se passava, caí de cansaço.
Quem está diferente provavelmente sou eu, talvez mais segura de mim e cada vez mais certa de que a maioria das pessoas não me cabe.
Penso e repenso mas a conclusões não chego, apenas sei que estou cansada e que me resta andar para fora daqui.
Todos os que se cruzaram e cruzam comigo no meu dia a dia são verdadeiros, mas ao seu jeito. Não são aquilo que eu via, problema meu que vejo mal.
Gosto muito, mas não me cabem.
Comparações do que era com o que é.. Estou cansada.
Não serve de nada ansiarmos por um passado que de verdade pouco tem, não só uma falsidade interna se verifica como se encontra caras de cera por todo lado.. Cansaço.
Pensarmos que o presente é originário da soma de vários momentos que julgamos verdadeiros, sinceros, reais. Sou fácil de enganar é certo.
O pior é que não me enganaram ou iludiram. São o que sempre foram e o que sempre serão, talvez mais confiantes de si e por isso tornam-se mais expostos num mundo que os aceita dessa forma. Num mundo onde até a minha realidade interna os recebeu. Mas encarei-os mal, não percebi as suas essencias, não os entendi. Estou cansada.
Andei a moldar as suas atitudes à volta daquilo em que acredito sem reparar que mascarava as suas intenções, os seus hábitos, os seus príncipios, os seus valores e os seus objectivos.
Levei um choque e parei a contemplar o que se passava, caí de cansaço.
Quem está diferente provavelmente sou eu, talvez mais segura de mim e cada vez mais certa de que a maioria das pessoas não me cabe.
Penso e repenso mas a conclusões não chego, apenas sei que estou cansada e que me resta andar para fora daqui.
Todos os que se cruzaram e cruzam comigo no meu dia a dia são verdadeiros, mas ao seu jeito. Não são aquilo que eu via, problema meu que vejo mal.
Gosto muito, mas não me cabem.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Sem título
Do outro lado da rua está uma sombra. Uma nuvem, poética e corajosa.
Segura de si e dos seus medos caminha num envolto de particulas que se desvanecem ao ritmo do seu passo.
Não sou eu. Aliás muito longe de ser eu.
Aquela alma procura a verdade na vida e a profundidade das palavras, para quê?! Ser feliz!?
Consegue uma angústia profunta, coesa, forte, esgotante, que lhe permite saborear, sentir e reflectir o mundo de uma forma não regular, não fútil, não superficial.
Se gosto disso!? Gosto.
A facilidade não é a felicidade e o sofrimento não é a tristeza, é algo mais.
Prende-se com a existência, com a razão de ser e de sentir um mundo porventura torto e cheio de insignificâncias. Essas que tornamos em coisas grandes apenas porque não sabemos o que esperar, o que procurar.
Para encontrar é preciso saber o que se procura.
Para se descobrir é preciso saber o que se esconde.
Agora sei..
Segura de si e dos seus medos caminha num envolto de particulas que se desvanecem ao ritmo do seu passo.
Não sou eu. Aliás muito longe de ser eu.
Aquela alma procura a verdade na vida e a profundidade das palavras, para quê?! Ser feliz!?
Consegue uma angústia profunta, coesa, forte, esgotante, que lhe permite saborear, sentir e reflectir o mundo de uma forma não regular, não fútil, não superficial.
Se gosto disso!? Gosto.
A facilidade não é a felicidade e o sofrimento não é a tristeza, é algo mais.
Prende-se com a existência, com a razão de ser e de sentir um mundo porventura torto e cheio de insignificâncias. Essas que tornamos em coisas grandes apenas porque não sabemos o que esperar, o que procurar.
Para encontrar é preciso saber o que se procura.
Para se descobrir é preciso saber o que se esconde.
Agora sei..
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Cenas
Frio
O mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar
Quente,
O chão
Onde te estendo
Onde te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Pedro Abrunhosa
O mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar
Quente,
O chão
Onde te estendo
Onde te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nu, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Pedro Abrunhosa
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Cair a Cuidar
Cuido porque quero, porque me faz sentir bem. Se tenho obrigação?? Não, não tenho de todo.
Quero ver quando sair do ninho de quem faz cuidados se terei um para me proteger e zelar pelas minhas aventuras, curiosidades.
Porque cuido? Para fugir? para não deixar que alguém cuide por mim ou de mim!?
Que confusão, é um turbilhão de sensações, frustração por mim, felicidade pelos outros, anciedade por mim, paz pelos outros... Mando umas gargalhadas e riu-me sem aparente sentido de uma frase que nem piada tem... porquê? Será que estou em mim? secalhar não estou... é mais fácil estar pelos outros nos outros a intrometer-me, proventura a ajudar mas sem razão aparente para a minha própria felicidade.
Este é de longe o pior texto deste blog, até a inspiração me falta.. talvez me faça falta perder o fôlego para recuperar a corrida mais à frente,
Preciso de cair para me levantar, mas o orgulho não me deixa.
Quero ver quando sair do ninho de quem faz cuidados se terei um para me proteger e zelar pelas minhas aventuras, curiosidades.
Porque cuido? Para fugir? para não deixar que alguém cuide por mim ou de mim!?
Que confusão, é um turbilhão de sensações, frustração por mim, felicidade pelos outros, anciedade por mim, paz pelos outros... Mando umas gargalhadas e riu-me sem aparente sentido de uma frase que nem piada tem... porquê? Será que estou em mim? secalhar não estou... é mais fácil estar pelos outros nos outros a intrometer-me, proventura a ajudar mas sem razão aparente para a minha própria felicidade.
Este é de longe o pior texto deste blog, até a inspiração me falta.. talvez me faça falta perder o fôlego para recuperar a corrida mais à frente,
Preciso de cair para me levantar, mas o orgulho não me deixa.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Material Girl
A verdade é que o lado prático da vida é muitas das vezes apelativo, conforto, luxo, coisas, coisas, coisas e mais coisas para confortamos frustrações que vêm de dentro, carências emocionais, diria.
Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo... e uma ligação mútua com o parceiro? Parceiro? No lado prático, confortável, luxuoso da vida temos coisas de mais, para quê ter sempre o mesmo parceiro? Trocar todas as semanas é mais fácil, não exige a criação de entendimento mútuo, conjunto, coeso. As coisas são para se ter não para se partilhar! E para além disso o parceiro é só mais uma coisa segundo esta visão.
Pois quem se acha o centro do mundo e que tudo e todos estão lá para lhe servir faça bom uso deste pequeno trecho e dê asas ao seu pensamento interior.
Seja emocional!
Sexo, sexo, sexo, sexo, sexo... e uma ligação mútua com o parceiro? Parceiro? No lado prático, confortável, luxuoso da vida temos coisas de mais, para quê ter sempre o mesmo parceiro? Trocar todas as semanas é mais fácil, não exige a criação de entendimento mútuo, conjunto, coeso. As coisas são para se ter não para se partilhar! E para além disso o parceiro é só mais uma coisa segundo esta visão.
Pois quem se acha o centro do mundo e que tudo e todos estão lá para lhe servir faça bom uso deste pequeno trecho e dê asas ao seu pensamento interior.
Seja emocional!
terça-feira, 14 de junho de 2011
Fantasia da Alma
No interior da minha alma corre um rio, azul e transparente que não consigo tocar, só sentir a brisa que as águas provocam, especialmente quando estão revoltas. Porquê? gostava de me banhar nele, mas as águas são demasido profundas e os caminhos para lá chegar são ingremes, talvez dolorosos até. Talvez, porque nunca tentei, dou o primeiro passo e logo me arrependo. O meu mundo interior tem barreiras que eu construi e que não consigo quebrar, se eu não consigo quem conseguirá!? Gostava de mudar coisas que em mim estão intrínsecas, talvez plantar mais árvores e pintalgar os campos com flores coloridas, talvez acrescentar casas atribuir-lhe habitantes e alguns animais para se manterem. Mas não.. Fico pelas ideias de um dia o fazer... Gostava de saber as cores das rochas e dos peixes que neste rio existem, de conseguir discernir o nascer do pôr deste sol que tem uma cor tão intensa que por vezes chega até a ser cor de rosa. Queria também impregnar cheiros e cantares de pássaros. Queria ter um velho a recitar poemas e outro a tocar guitarra.. sei lá. Esta conversa é completamente absurda até porque o que eu quero é chegar ao centro da minha alma independentemente do que ela tem, queria cruzar todas as cores de que sou constituída e respirar todo o ar que me compõe. Tudo isto é ficção, espero que não se sintam como que a perder tempo ao ler estas palavras...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Aquilo que vi, dificilmente me sairá da memória
E quando voltar?
Sim! E quando o tempo recuar e numa viagem ao passado conhecermos aquilo que hoje em dia reflecte nojo, degradação, desrespeito total, desumanização..? O que vamos dizer quando ao olhar para a frente o que vê-mos é um futuro perdido, um presente miserável, vidas incógnitas em lugares obscuros longe do mundo, rodeados por uma natureza medonha e absoluta onde só os corvos têm voz e o passado morreu na vida destas pessoas, bem como o futuro que nunca vai chegar a existir.
Nem tudo na vida são flores e rosas perfumadas, do pouco impressionável que me achava, caí redonda no chão da minha alma quando ao abrir os olhos vislumbrei tal realidade, uma parte de mim morreu.
Ainda estou a descobrir; não sei o que se passou cá dentro, mas imagino o que veio despoletar tais emoções. Aquilo que vi teve impacto, na altura nem opinião tinha, boquiaberta, congelada no medo de me pôr naquele papel.. Hoje, sei que ali não conseguiria viver. Talvez a loucura seja mesmo a única saída, talvez a fuga à realidade seja uma necessidade para aquela gente.. Os crimes ninguém lhes tira, não agiram bem, carregados de actos mórbidos, cruéis e desumanos.. não nego. Mas devemos faze-los pagar na mesma moeda?? Onde anda a compaixão, a reeducação? Viver preso, na degradação até ao fim dos dias, é o que lhes espera..
Sim! E quando o tempo recuar e numa viagem ao passado conhecermos aquilo que hoje em dia reflecte nojo, degradação, desrespeito total, desumanização..? O que vamos dizer quando ao olhar para a frente o que vê-mos é um futuro perdido, um presente miserável, vidas incógnitas em lugares obscuros longe do mundo, rodeados por uma natureza medonha e absoluta onde só os corvos têm voz e o passado morreu na vida destas pessoas, bem como o futuro que nunca vai chegar a existir.
Nem tudo na vida são flores e rosas perfumadas, do pouco impressionável que me achava, caí redonda no chão da minha alma quando ao abrir os olhos vislumbrei tal realidade, uma parte de mim morreu.
Ainda estou a descobrir; não sei o que se passou cá dentro, mas imagino o que veio despoletar tais emoções. Aquilo que vi teve impacto, na altura nem opinião tinha, boquiaberta, congelada no medo de me pôr naquele papel.. Hoje, sei que ali não conseguiria viver. Talvez a loucura seja mesmo a única saída, talvez a fuga à realidade seja uma necessidade para aquela gente.. Os crimes ninguém lhes tira, não agiram bem, carregados de actos mórbidos, cruéis e desumanos.. não nego. Mas devemos faze-los pagar na mesma moeda?? Onde anda a compaixão, a reeducação? Viver preso, na degradação até ao fim dos dias, é o que lhes espera..
quinta-feira, 14 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
Espelho Meu
Se eu fosse um pássaro saberia voar... mas eu não sou.
Então, que raio é suposto eu ser uma vez que viver não posso num mar de angústias que se abreviam pelo facto de serem tantas!? Um peixe?
Se eu fosse um peixe viveria debaixo de água... mas eu não sou.
E aquelas criaturas que forma não têm, não vivem porque não existem, apenas se reflectem numa fantasia extasiada de pessoas criativas que exploram todos os sentidos de uma forma louca tornando tudo aquilo que fazem em... não sei. Criativa não sou.
Fico por aqui, numa noite em que dispartes emergem por toda a parte. Pessoa simplista e pragmática, aos poucos me transformo em algo mais distante daquilo que queria para mim.. com que finalidade? Não sei.
Curiosamente não me sinto mal, algo estranho se desvanece à minha volta, o mundo sabe-me bem mesmo eu não sendo um pássaro, um peixe. Não me sobra um pingo de criatividade...
Apenas vejo no espelho uma figura humana.. Ali, sossegada e quieta.
Porquê? porque afinal, humana sou!
Então, que raio é suposto eu ser uma vez que viver não posso num mar de angústias que se abreviam pelo facto de serem tantas!? Um peixe?
Se eu fosse um peixe viveria debaixo de água... mas eu não sou.
E aquelas criaturas que forma não têm, não vivem porque não existem, apenas se reflectem numa fantasia extasiada de pessoas criativas que exploram todos os sentidos de uma forma louca tornando tudo aquilo que fazem em... não sei. Criativa não sou.
Fico por aqui, numa noite em que dispartes emergem por toda a parte. Pessoa simplista e pragmática, aos poucos me transformo em algo mais distante daquilo que queria para mim.. com que finalidade? Não sei.
Curiosamente não me sinto mal, algo estranho se desvanece à minha volta, o mundo sabe-me bem mesmo eu não sendo um pássaro, um peixe. Não me sobra um pingo de criatividade...
Apenas vejo no espelho uma figura humana.. Ali, sossegada e quieta.
Porquê? porque afinal, humana sou!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Só porque sim..
"Para lembrar é preciso ter esquecido. E eu nunca esqueci."
Maria Amélia de Orleães e Bragança
Maria Amélia de Orleães e Bragança
domingo, 27 de março de 2011
Tempos Mortos
A falta de inspiração incomoda-me, remexe-me os pensamentos, destrói-me a razão. Mas como não sou ponderada, meticulosa e preocupada com as prosas que escrevo, publico-as na mesma. Letra a seguir a letra, palavra a seguir a palavra lá vou formando umas frases sem aparente sentido relevante para quem as lê. Pelos vistos os vossos olhos continuam atrás destes vocábulos que dispenso para o papel que na sua infelicidade sente cada gota de tinta que nele se derrama devido aos meus inúteis textos.
Tudo tem um motivo, estas palavras sem crédito saem de forma espontânea fazendo fila no bico da caneta, qual é a pressa? Nenhuma, apenas um turbilhão de sensações avassala o meu cérebro obrigando-o a extravasar estes vocábulos de forma gratuita e sem aparente sentido.
As aparências iludem!
quarta-feira, 23 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Detalhes do Ser
Exprimirmo-nos num idioma que não é o nosso é tão fácil... as palavras escorregam com uma facilidade improvável. As ideias deslizam como se minhas não fossem. Dou comigo a pensar noutros idiomas, mas será que é assim tão mau admitir a vida, os dias, o presente, o passado e pensar o futuro!??
Acordo todos os dias à espera da diferença, a diferença encontráda é apenas no menu do almoço e do jantar, toda uma rotina entediante se gera e se apodera do meu ser sem que me dê conta. As fraquezas encontradas seja no sono do dia ou no sonho da noite passam entrelaçadas apenas na mente de uma criatura pequena e minguada que cada dia corta um bocadinho de si para não parecer mal, para não intimidar, para não sair do baralho... ou por embaraço? falta de vontade? vergonha? Num mundo onde é incentivada a diferença e a mudança, onde esses comportamentos apregoados aos sete ventos quando explícitos, apenas uma onda de marginalização, julgamento e desdém se abate nos corajosos que de si próprios não se escondem. Viver numa farsa, num mundo de engodos em que o parecer dos outros me consome... numa vida em que nela poderes e direitos de decidir não tenho... esgotam-se as opcções... cresce uma frustração gigante que me afoga no quotidiano. Escrevendo textos sem aprente sentido me entretenho, na sombra do anonimato permaneço sem problemas, pois ao menos neste estado abstrato do mundo emerge de mim uma personalidade dúbia que eu própria não domino. Inebriada por dúvidas e questões que o mundo não está disposto a responder, continuarei.
Um dia de cada vez, na sombra de uma realidade simplista e redutora que me força a esconder de mim própria as maiores e mais pequenas nuances do Ser.
Subscrever:
Mensagens (Atom)